Depois de outras sete horas de viagem, chegamos a sede cearense do rali. Crateús é pequenina, simples, de um povo muito simpático e acolhedor. Olhos brilhantes e curiosos eram vistos, em meio ao movimento de caminhões, carros e acampamentos dos competidores. São gentis ao extremo, apesar da simplicidade.
No acampamento, tudo tranqüilo. Nem a Pajero, nem a Yamaha do Rodolpho necessitaram de tantos ajustes. Mas a família do Rodolpho compareceu a cidade em peso, pelo telefone. Ou melhor, pelo meu celular. Sei como é estar longe da família e longe de quem a gente ama, pois eu mesma já passei por isso, por quase cinco longos anos, enquanto estive em Florianópolis. E creio que esse afeto familiar tenha dado força para que ele siga em frente com ainda mais coragem na disputa.
Da mesma forma que aconteceu em Floriano, em Crateús não tivemos nenhum jeito de se conectar a internet por wireless, por, justamente, problemas técnicos. Apenas uma única operadora de celular conseguia ter sinal com certa regularidade. Na sede de imprensa só quem era assinante de sistema de conexão em 3G dessa mesma operadora é quem conseguia conao com o mundo.
A curiosidade do dia foi o local encontrado para que toda a equipe pudesse tomar banho. Um motel. Isso mesmo, com M. Lugarzinho esquisito, com água gelada e cenário que é melhor nem comentar. Pelo menos a mim não me inspirava a nada. Mas Sertões é assim mesmo. Improviso é a lei máxima.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
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Um comentário:
Oi Josi,
Emocionei lendo seu post sobre a família. Com certeza foi um combustível extra pra o Rodolpho e pra nós tb. A família é a base de tudo.
E sempre farei tudo para que meu irmão esteja o melhor possível.
Acompanhei o rally inteiro e foi uma experiencia unica, as vezes imaginava o cansaço dele, a adrenalina e chorava... Se eu pudesse eu tomaria p mim toda a parte pesada da coisa e ele ficaria só com os momentos bons...
Quando me deitava confortavelmente, me lembrava de vcs todos q estavam longe das suas camas e casas...
O meu maior aprendizado com certeza, foi ver o valor do meu irmão, que o amo, amo e amo... Eu tinha uma dívida comigo mesma em relação à ele, e sentir q posso fazer algo à ele é uma Dádiva do Mestre!
Obrigada pelo espaço, pelo "gasto" do seu telefone e carinho para com ele.
Dô me disse q vc imprimia todos os recados... Obrigada Josi!!!
Forte abraço,
Carinho,
Aline Mattheis
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